Dois Anjos

Publicado 26 de novembro de 2010 por nesselugar

A paixão tem em seus domínios

Sob jugo de disfarçada bondade

Dois anjos

Um se chama começo

O outro se chama fim…

 

Olhem-me

Há algo que ainda quero dizer

Antes que partam

Segurem-me as mãos

Um de cada lado

E vejam o sol que está chegando

Sintam o frio que termina a madrugada

Lembrando-nos simples fraquezas

Sintam que em minhas mãos há um calor

Que não lhes cabe

E um ardor que jamais souberam

Levem tudo que de mim tiveram

Sem pesares ou medos

São seus meu arroubos, meus segredos

Minhas emoções não reveladas

Minhas alegrias interrompidas

Meu chorar até agora secreto

Todos os minutos que esperei inquieto

Por um sorriso ou uma intenção

Meus comedidos interesses de amar…

Apertem forte minhas mãos

Agora que vem o dia

E levem calado na alma

A lembrança que jamais será roubada

Que a vida a mim somente pertence

E quando andarem por outras noites relvadas

Brincando de lágrimas em olhos descuidados

Eu vou estar novamente me levantando do tempo

Respirando dias e madrugadas impossíveis

Dançando no vento que corre os vales inconquistáveis

De novos sentimentos

Viva, recomeçada e imutável…

Partam, anjos que são sem o saberem

Anjo do começo e do fim de uma paixão

Partam agora e não se voltem

A estrada é longa até a curva

E apenas eu os verei sumindo

Lembrarei-os em cada madrugada úmida

Em cada centelha de amor que incendiar meu peito

Me trouxer novamente

A falsa impressão da morte…”

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