Anjo torto.

Publicado 14 de janeiro de 2011 por nesselugar

Houve um tempo em que eu era

Aos olhos distantes parecia

Anjo assim meio torto

Louco e ingênuo operador de sonhos

De coração onde alguma ilusão sempre acontecia…

Hoje temo em mim o anjo morto

Por uma indivisível solidão tardia

Temo as vitrines quebradas do tempo

E o vento da verdade que apenas confirma

Minha comum humanidade…

Hoje temo ser visto

No caminho entre uma lágrima

E um desatino

Que me descubram a magia

Do meu inconseqüente manipular de destinos…

Hoje temo todas as noites

Que me abrigavam sereno os sonhos pequenos

Temo as solidões que viram mar

Onde perdem-se os navios da paixão

Que não permito atracar em meu cais…

E temo não apenas por medos precisos e descritíveis

Mas sim por medos banais

Que não se cabe falar

Medos que assombram um anjo

Caído dos secretos desejos de amar…”

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