Publicado 9 de fevereiro de 2011 por nesselugar

Tumblr_lg4kzjaxra1qe6phuo1_400_large

Se tudo que agora tenho no peito

De repente explodisse

O que sobraria da cidade que olho?

O que sobraria em mim mesmo…?

Há uma vontade recolhida às pressas

Sem que eu a medisse

Antes do temporal

Tão grande que não me cabe

Inflada de sentimentos quase desconhecidos

Ocupa-me por inteiro

E vaza, não só em versos

Mas numa tristeza medonha, ácida

Onde corrói as horas do dia

E deixa sulcos na pele das noites…

Pobre lua…

Coitado do sol…

Ando, porque é preciso andar

Num exercício contido da necessidade de andar

Vou pulando memórias que surgem

Brotam do solo úmido da saudade

Que não consigo deixar secar

Pra que nada mais brote

Tento impor um destino de esterilidade

Mas há uma besta fertilidade

Na lava que me escorre do peito

E onde cai

Qualquer lágrima que não consigo segurar

Nasce, num turbilhão

Esta vontade louca de te amar…”

(Paris – Setembro de 1793)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: